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» 28/12/2006 - JAMES BROWN

por Oswaldo Marques *

Gênio indomável, Mestre do Funk, Chefão do Soul. Adjetivar e  definir  o que  foi James Joseph Brown Jr é uma tarefa impossível. Mas  isso não importa, o que importa  é que  o que  esse negro que cantava Soul , dançava  Funk  e  vivia  de modo Rock and Roll  criou mais de 100 hits de altíssima qualidade sem precisar  mostrar o derriére (que me desculpem os fãs da Beyoncée).Ao morrer no último dia 25 aos 73 anos, James Brown deixa de herança  uma obra  das mais importantes da música POP.

James  Brown viveu como deveria viver: intensamente. Criou um jeito de cantar , de dançar , um modo de  ser. Aqui no Brasil tivemos o nosso clone de James Brown que  era o Tony Tornado. O próprio cantor de BR 3 fala de seu ídolo com os  olhos brilhando, mostrando  reverência  ao  grande criador de seus  passos  característicos.

O cantor e compositor  Carlinhos Brown  apropriou-se(indevidamente)  do sobrenome  do ícone do Funk e do Soul. Eu me lembro bem do Rock in Rio 3 quando o baiano foi vaiado por todo os presentes ao dizer que  cantar música  em inglês  é  babaquice e que o Rock não estava  com nada. Aí eu pergunto: Onde  está a coerência  do  criador do Hit “Água Mineral” ao usar um sobrenome artístico em inglês? Coincidentemente (ou não) ele foi atingido por copinhos de água ao proferir suas sandices (para mim,ver o baiano saltitante ser atingido  pelos copinhos foi o melhor momento do festival). Os fãs  de Jota Quest e congêneres talvez não saibam , mas a  base do  swing dessas  bandas vem do Mister  “Sex Machine”. Está tudo ali: bateria e linhas de baixo pulsantes,  guitarra  cheia de  acordes com sétima e a  voz  brincando com as  melodias.

Tudo isso que  escrevo é para  mostrar  a relevância  do legado  de Mr. Brown, legado  o qual que  se  estenderá  por muitos  séculos, pois  a visão  e o bom gosto desse  genial  criador estão  acima  da média (principalmente se  compararmos  com os  Black Eyed Peas que estão por  aí). Posteriormente  escreverei mais  detalhadamente  sobre  a obra  do criador  de “I Feel Good”.

» 17/12/2006 - MORALIDADE COMERCIAL ?

por Oswaldo Marques *

Recentemente  vi a notícia  de que a gravadora Universal  está processando  o site MySpace porque este está “encorajando, facilitando e participando de reprodução, adaptação, distribuição e performance pública não autorizada de produtos cujos direitos pertencem à Universal”.

A manipulação das gravadoras já chegou ao limite: a criação de modismos visando o consumo cíclico do público adolescente já extrapolou todos os limites  de mal gosto e do grotesco. As gravadoras agora posam de paladinas dos direitos autorais e da moralidade comercial. Esse comportamento é muito tardio, pois, quando eles lucravam horrores em cima dos músicos eles não se importavam com tanta exatidão. A "pirataria oficial" sempre existiu, isso sem falar do famoso jabá ou payola (para os estrangeiros) que corrompe as rádios em prol de suas vendas astronômicas através da manipulação das massas. É famoso  o  caso  da  banda Green Day  cuja  gravadora  dava players  de Mp3 de “brinde”  às rádios  que executavam suas músicas.

As constantes criações de modismos ajudam a movimentar a indústria uma vez que os adolescentes sempre estão em busca de algo novo e ininteligível a seus pais. É como se na direção das gravadoras existisse uma força-tarefa sempre observando o comportamento do público jovem visando descobrir o que mais agrada a essa fatia de mercado. Eles inventam algo e lançam uma maquiavélica estratégia de marketing para espalhar pelo mundo. Parece coisa de vilão dos filmes de James Bond. Sempre haverá um novo estilo musical (por pior que seja) para alavancar as vendas das gravadoras. O que importa para elas é  a quantidade e não a qualidade.

» 14/11/2006 - CONCRETIZANDO SONHOS

por Oswaldo Marques *

Não há nada de errado em ter espírito adolescente, as tarefas e obrigações cotidianas nos fazem esquecer da felicidade de estar vivo. Não precisamos ser inconsequentes para sermos felizes.Basta estarmos conectados à nossa essência. O que somos nunca mudará. Apenas nos adaptamos ao mundo em que vivemos. Trabalhar com música não é fácil, pois ainda há uma grande carga de preconceito ligada à profissão de músico.Ser músico é isso: perseverar acreditando no valor de nosso trabalho e ter garra para seguir em frente.

Aquela coisa de ter um sonho, de ter vontade de realizá-lo sempre nos moverá para a frente. O mercado musical é pragmático: se algo não for "essencialmente" comercial a indústria fonográfica simplesmente ignora. A internet está mudando essa realidade. A cada dia surgem novos nichos de mercado nos quais os músicos encontram o seu público para divulgar o seu som.

As majors estão assistindo a uma revolução. O MP3 democratizou, diminuiu o poder das grandes gravadoras, tornou-as praticamente inúteis se levarmos em consideração alguns nichos de mercado. Os grandes grupos fonográficos eram os intermediários dos produtos musicais. Hoje um músico lança o seu próprio site e vende diretamente aos seus consumidores sem ter que se submeter aos contratos leoninos das gravadoras. A questão do sonho reside no fato de que podemos realizá-lo a baixo custo e a partir de nosso computador caseiro, sem precisarmos nos submeter a ninguém .

* Oswaldo Marques  é músico profissional  e  cronista.
Contatos:  marques.oswaldo@gmail.com

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