Continuando nossa análise de player portáteis, desta vez recebemos a opinião de Juarez Gonçalves Pedra Junior, que adquiriu o Lyra, player portátil da RCA. Veja o que Juarez nos escreveu:
:: Lyra
A idéia de adquirir um mp3 player veio da necessidade - ou capricho - da minha esposa de ouvir música enquanto fazia caminhadas. Com fim das fitas cassete pré gravadas, e o inconveniente dos "saltos" de um cd player portátil optamos por essa solução.
Meu cunhado estava indo para a Europa e pedimos a ele que trouxesse o Nomad (Creative) ou o Rio (Diamond), mas nenhum dos dois foi encontrado então ele trouxe o Lyra, que na Alemanha recebe a marca Thomson - que é a criadora do aparelho - e nos EUA é comercializado pela RCA.
O aparelho veio com um cartão Compact Flash de 64 mB, um drive externo paralelo, para o cartão - foi pedido a versão paralela pois à epóca não dispunha de portas USB, mas existe essa versão também - o Real Jukebox, um cabo "Y" - de um lado são plugues RCA e do outro mini jack - manuais em cinco línguas - por conta da comunidade européia - e duas pilhas alcalinas que dão para 10 horas de uso. O player dispões de uma boa tela, onde são listadas até seis música, enquanto uma música é executada são exibidos na tela o nome do artista, o nome do disco, o tempo decorrido, a taxa de gravação e uma pequena barra horizontal informa o volume. Exitem seis equalizações pré definidas e um equalizador de cinco frequências. O botão do volume é multi função - aliás muito bem bolado - com ele se pode selecionar as músicas, controlar os ajustes do equalizador e o contraste da tela. Há uma luz para ambientes escuros que ilumina muito mais que o necessário. O botões são grande e de fácil acesso, mesmo se o aparelho estiver na cintura é possível saber qual botão faz o que pelos formatos, que são diferenciados.
O som, que é o que interessa mesmo, é ótimo, os fones que acompanharam o aparelho são de alta qualidade. Os sons graves, que em fones de ouvido sempre ficam um pouco a desejar, são reproduzidos fielmente. Fiz o teste de colocar outro fone - um par de fones auriculares Aiwa - e foi um desastre, os graves praticamente desapareceram.
O Real Jukebox que vem na caixa grava as músicas em até 128 kbps, o que é suficiente para uma boa qualidade, e transfere as músicas do HD para o player. Se você quiser usar outro software para rippar as músicas a coisa fica meio complicada pois o Real Jukebox não importa as tags das músicas gravadas por outro programa, acho que isso é intencional para nos obrigar a usar o software deles pois à época SÓ o RealJukebox podia transferir os arquivos para o cartão. Digo à época pois atualmente está disponível o MusicMatch Jukebox que além que rippar as músicas com excelente qualidade também é compatível com o formato wma, que apesar da pequena perda de qualidade reduz os arquivos à metade o que compensa se levarmos em conta que um único cartão Compact Flash com 64 mB custa o mesmo que o player.
Comparando o Lyra com outras opções do mercado ele sai perdendo: não tem gravador de voz, não tem rádio e não tem funções de agenda. Só serve para escutar música. Nem seu preço é reduzido, por menos que seu valor (US $ 199,00), pode-se comprar o Nomad 64 ou o Yepp 64. O seu grande atrativo é o upgrade de firmware que pode dar-lhe uma vida útil um pouco mais longa se amanhã ou depois for inventado um formato melhor que mp3 ou wma.
P.S.: a RCA está prometendo para o final do ano um Compact Flash com 320 mB, quanto será que vai custar?
por Juarez Gonçalvez Pedra Jr.
em 27/09/2000 para a CentralMP3Caso você queira contar sua experiência com players portáteis ou qualquer outro assunto referente a audio digital, teremos prazer em colocar sua opinião ao nosso público. Entre em contato.